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Incentivo à vida saudável para 198 mil alunos da rede pública

Programa Saúde na Escola bate recorde de atendimentos em 2022 e GDF planeja ampliar. Ações preventivas são realizadas com dentistas, médicos e outr...

02/12/2022 às 16h10
Por: André Silvestre Fonte: Agência Brasília
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Ana Carolina
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O Programa Saúde na Escola (PSE) encerra 2022 com 198.602 estudantes de 365 escolas do Distrito Federal atendidos pelas ações, realizadas em parceria entre as secretarias de Saúde e de Educação. É a maior cobertura já atingida nos 15 anos de existência da iniciativa. Somente do fim de 2018 para cá, o número de unidades atendidas foi ampliado em 22% e o planejamento é continuar a expansão no biênio 2023-2024.

“Levar temáticas de saúde para dentro das escolas é fundamental para promover o bem-estar das crianças e dos adolescentes, além de evitar doenças no futuro”, afirma a secretária de Saúde, Lucilene Florêncio. “Essa parceria é mais um cuidado que temos em relação à saúde dos nossos estudantes, tanto mental e emocional, quanto física. Até porque questões de saúde implicam diretamente no rendimento acadêmico e queremos que o aluno possa estar focado na aprendizagem”, ressalta a secretária.

Palestra antitabagismo é uma das programações do Saúde na Escola | Fotos: Sandro Araújo/Agência Saúde
Palestra antitabagismo é uma das programações do Saúde na Escola | Fotos: Sandro Araújo/Agência Saúde

Entre as ações realizadas, estão iniciativas de saúde ocular, auditiva e bucal; prevenção ao uso de álcool, tabaco e outras drogas; saúde sexual e reprodutiva, com prevenção de infecções sexualmente transmissíveis; saúde ambiental, incluindo combate à dengue; promoção da cultura de paz e direitos humanos; alimentação saudável e combate à obesidade; promoção de atividades físicas; combate à covid-19; e prevenção das violências e de acidentes. O Programa Saúde na Escola inclui ainda o acompanhamento das carteiras de vacinação e a iniciativa de vacinação em unidades de ensino. As atividades são realizadas em parceria entre as escolas e as unidades básicas de saúde (UBSs) de cada região.

“Questões de saúde implicam diretamente no rendimento acadêmico e queremos que o aluno possa estar focado na aprendizagem”Lucilene Florêncio, secretária de Saúde

O dentista Daniel Duarte da Silva, da UBS 1 do Núcleo Bandeirante, conta que a equipe realiza ações educativas com quase dois mil alunos do Centro de Atenção Integral à Criança (CAIC) JK e do Centro de Ensino Médio (CEM) Urso Branco, abrangente desde bebês de um ano até adolescentes de 18 anos. “O foco é a atividade coletiva, preventiva, de orientação”, explica.

Para isso, os servidores recorrem a técnicas como teatro, bonecos e bate-papo, além da distribuição de material educativo. Se for identificada uma situação que necessite de atendimento, a família da criança é orientada a buscar sua unidade básica de saúde de referência. Para o servidor, realizar esse tipo de atividade nas escolas é fundamental para a prevenção de quadros mais graves no futuro. “Estamos evitando a ocorrência de problemas”, ressalta Daniel.

Planejamento de expansão

Seminário do Programa Saúde na Escola da Região de Saúde Centro-Sul reuniu gestores das unidades de saúde e de escolas | Fotos: Sandro Araújo/Agência Saúde
Seminário do Programa Saúde na Escola da Região de Saúde Centro-Sul reuniu gestores das unidades de saúde e de escolas | Fotos: Sandro Araújo/Agência Saúde

Nessa quinta-feira (1º), na Coordenação Regional de Ensino do Núcleo Bandeirante, foi realizado o primeiro seminário do Programa Saúde na Escola da Região de Saúde Centro-Sul. O foco foi reunir gestores das unidades de saúde e de escolas, com o objetivo de planejar a ampliação da parceria para o biênio 2023-2024. Encontros semelhantes têm sido realizados em outras regiões do DF.

“Estamos em fase de expansão e fortalecimento do programa”, explica a coordenadora distrital do Setor Saúde do PSE, Sumara de Oliveira, servidora da Secretaria de Saúde. Ela conta que o programa já atende a 133 unidades de ensino classificadas como prioritárias – creches, unidades rurais, escolas com alunos em medida socioeducativa e escolas com pelo menos 50% dos alunos beneficiários do Auxílio Brasil – e outras 232 não prioritárias. “É o nosso recorde de cobertura e pretendemos ampliar”, destaca.

A integração entre os profissionais das duas áreas é ressaltada pelo coordenador distrital do setor educação do Programa Saúde na Escola, Timóteo Silva, servidor da Secretaria de Educação. “O PSE é um trabalho conjunto. Os professores atuam para ampliar o que a unidade básica de saúde realiza na escola”, acrescenta. Ações pedagógicas também têm se focado em assuntos relacionados à saúde, como atividades relacionadas à alimentação saudável e aos projetos de cultura de paz nas escolas.

*Com informações da Secretaria de Saúde

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